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A Prefeitura Municipal de Salvador realizou, na manhã deste sábado (1), a primeira oficina-bairro do Plano Salvador 500 na Escola Cid Passos, em Coutos, no Subúrbio Ferroviário. O encontro foi organizado para ouvir as necessidades da população local e montar um diagnóstico e prognóstico da cidade de acordo com os moradores dos 13 bairros que compõem o Subúrbio. Essa foi a primeira das 32 oficinas planejadas pela prefeitura, que abrangerão todos os bairros da capital baiana. A próxima oficina-bairro acontece nesta terça-feira (4), das 18h às 22h, no Centro Comunitário Senhor do Bonfim, na Cidade Baixa.   Durante o evento, a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) e coordenadora técnica do Plano, Tânia Scofield, apresentou o plano e explicou a dinâmica da oficina e os temas das discussões. Para ela, a oportunidade de discutir o planejamento da cidade em que vivemos é único. “Pela primeira vez a prefeitura de Salvador abriu espaço para que a população possa participar do planejamento da cidade que queremos para 2049. Eu nunca imaginei que um dia estaria aqui, enquanto cidadã, participando de um processo como esse. Com essas oficinas, queremos construir junto com a população um planejamento para os próximos 35 anos de Salvador”, afirmou.   Os moradores foram divididos em quatro grupos que responderam a um questionário e discutiram temas como serviços e equipamentos públicos, espaços públicos e segurança, emprego e renda, habitação e saneamento, ambiente e cultura e transporte e mobilidade. Os diagnósticos formados foram posteriormente compartilhados no auditório.   O subprefeito do Subúrbio, Sosthenes Macêdo, ressaltou a importância do local para a cidade. “Estou muito feliz por esse processo ter sido iniciado no Subúrbio. Isso demonstra o olhar relevante que a região tem por parte da prefeitura. Esse encontro é de extrema importância para projetar Salvador de acordo com as necessidades da população”, diz.   A oficina contou com a participação de diversos órgãos da prefeitura e de moradores do Alto da Terezinha, Coutos, Fazenda Coutos, Itacaranha, Nova Constituinte, Paripe, Periperi, Plataforma, Praia Grande, Rio Sena, São João do Cabrito, São Tomé e Ilha de Maré.   Estiveram presentes, ainda, representantes da Associação Bairro-Felicidade, Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindinapi), Associação dos Kombeiros de Paripe (Askopa), Associação de Moradores de Plataforma (Ampla), Colônia de Pescadores, Conselho Comunitário de Segurança de Coutos, Associação Cultural de Coutos, Associação Cultural da Fazenda Coutos, Associação Bate Coração, Movimento Social Bairros, Movimento Meio Ambiente, Unibairros, Creche Escola Comunitária, Associação Sete de Setmebro (Plataforma), Associação Dom Samaritano e Associação Nova Visão.   Oficinas – Serão realizadas um total de 32 oficinas distribuídas pelas Prefeituras-bairro. A primeira fase desse processo visa ouvir a população em relação aos pontos fortes e fracos de cada bairro para formar um diagnóstico da cidade. A segunda fase de oficinas irá debater projetos para suprir as necessidades e anseios da população, além de discutir as diretrizes do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e a Lei de Ordenamento do Uso do Solo do Município (Louos).   Salvador 500 - Lançado em abril deste ano, o plano é coordenado pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) em parceria com a FMLF e pretende estabelecer diretrizes para os projetos desenvolvidos pelo município até 2049. “A ideia é projetar agora a Salvador que queremos daqui a 35 anos. Trata-se de uma proposta que tem o objetivo de democratizar a gestão, conferir transparência e assegurar a participação popular na elaboração dos textos legais”, garante Silvio Pinheiro, superintendente da autarquia.   Além da Sucom e FMLF, integram a comissão do Plano Salvador 500, a Secretaria de Urbanismo e Transporte (Semut), Secretaria de Infraestrutura e Defesa Civil (Sindec), Secretaria Cidade Sustentável (Secis), Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Cultura (Sedes), Secretaria de Gestão Pública (Semge), Secretaria de Saúde (SMS), Secretaria de Educação (SMED), Secretaria da Fazenda (Sefaz), Casa Civil, e a Procuradoria Geral do Município (PGM).